Ultimamente, o termo “poliureia a frio” tem sido amplificado e divulgado no mercado de revestimentos e impermeabilização, particularmente aqui no nosso país, onde fabricantes e aplicadores alegam oferecer um produto que combina a performance da poliureia verdadeira com a facilidade de aplicação a frio.
Essas ideias que circulam frequentemente tanto entre os profissionais da construção quanto dos proprios consumidores que vacilam nas suas decisões de escolha ao procurar soluções mais práticas.
No entanto, uma análise técnica rigorosa e uma revisão da literatura científica — incluindo os trabalhos do renomado especialista Dudley Primeaux, o inventor dos revestimentos de poliureia — revelam que não existe poliureia a frio. Essa constatação é preocupante, pois muitos produtos comercializados sob essa denominação podem não apresentar as características e propriedades esperadas, levando a desafios quanto à durabilidade e ao desempenho em aplicações reais.
Além disso, a falta de regulamentação clara sobre a definição e a classificação dos revestimentos a frio pode enganar os consumidores, fazendo com que optem por soluções que não atendem às suas necessidades específicas e nunca irão garantir a eficácia e durabilidade que só a poliureia pode dar.

Os produtos vendidos como “poliureias a frio” são, na realidade, híbridos de poliuretanos ou sistemas de elastómeros modificados, que não atendem às propriedades físico-químicas de uma verdadeira poliureia, mas podem atender ao fim para que eles são usados – MAS NÃO SÃO POLIUREIAS.
De acordo com a definição aceite internacionalmente (e reforçada por pesquisadores como Dudley Primeaux), uma poliureia é um polímero formado pela reação de um isocianato com uma amina, resultando em uma estrutura química única que confere:
- Alta resistência mecánica, abrasão e química
- Tempo de cura extremamente rápido (segundos)
- E alongamento e tenacidade superiores
- Estabilidade térmica e UV
Estas características são possíveis em sistemas de poliureia a quente (hot spray) , onde os componentes são aquecidos a 75º e misturados/combinados em alta pressão.
Sendo também verdade que a mesma combinação pode ser formulada por algumas poliureias em baixa pressão (Low Pressure). em síntese: os produtos comercializados como “poliureias a frio” são, na verdade: – Elastómeros modificados com baixo desempenho em comparação às poliureias reais Poliuretanos híbridos (com algum teor de amina, mas não o suficiente para serem poliureias puras) Sistemas de cura húmida (moisture-cured), que dependem da humidade do ar para polimerizar
